Numa partida de grande intensidade, o leão teve de sofrer como os campeões. E como nas grandes histórias de sofrimento, também teve um herói: Rui Patrício, que aos 64 minutos defendeu uma grande penalidade de Cleiton Xavier, momento que o transportou para a galeria dos notáveis. Começou aí a ficar segura uma vantagem preciosa, que teve o seu início com um bonito golo de Wolfswinkel, à passagem dos 44’. Um lance em que o holandês correspondeu de forma perfeita, de cabeça, a um cruzamento teleguiado de Capel.
O Sporting foi uma equipa muito solidária, que mostrou querer estar na fase seguinte da segunda prova da UEFA. Foi com essa persistência e fiel ao lema do clube – esforço, dedicação e devoção – que chegou a glória, quando a equipa cerrou fileiras para segurar o empate – Cristaldo igualou o jogo aos 57 minutos, após uma falha de marcação dos defesas verdes-e-brancos.
Sá Pinto foi dando cada vez maior tracção atrás, retirando as unidades transportadoras de bola – Matías e André Martins e depois Capel, para colocar Renato Neto, André Santos e mais tarde Evaldo. Ficou uma espécie de alçapão entre médios e avançados, mas a equipa de Alvalade fez das fraquezas forças e teve um guarda-redes que mostra hoje em dia ser um dos melhores do Mundo. E quem tem um guarda-redes assim pode bem sonhar com a presença na final, que se vai disputar em Bucareste, na Roménia.
Tal como sucedeu diante do City, em Manchester (2-3), nos derradeiros minutos da partida o Sporting recuou muito, mas nunca deixou que os jogadores do Metalist tivessem espaços para poderem apoquentar, com verdadeiro perigo, Rui Patrício.
Nem tudo correu na perfeição no jogo leonino, mas tudo fica bem quando acaba bem. E o leão continua a escrever história.
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