O ministério das Finanças considera que existem mais "riscos e incertezas" de que Portugal consiga cumprir o défice de 4,5% negociado com a troika para o final de 2012. A execução orçamental do mês de Maio, a primeira que incorpora um conjunto de medidas decididas no Orçamento de Estado para 2012, mostra que as receitas fiscais continua a caír a pique, menos 3,5%, nos primeiros cinco meses do ano, em relação ao período homólogo de 2011 e as despesas, em particular as relacionadas com as prestações sociais não param de subir. O gastos com o subsídio de desemprego e com apoios ao emprego aumentaram 23% face a 2011.
Apesar do Governo continuar a garantir que está comprometido com a meta dos 4,5%, o ministério das Finanças não descarta nenhum cenário alternativo, que possa passar por uma renegociação ou lançamento de uma contribuição extraordinária sobre o subsídio de Natal dos privados.
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